A esperada (?) hora do soninho...
Vou deixar o título por último. Estou aqui, aproveitando a pausa do soninho dela... Pronto, acho que já sei o título. São pausas preciosas! São os 20min, 40min, ou as milagrosas 2h30 que você têm pra você e pras suas múltiplas atividades. Aí funciona assim: você escolhe o prioritário (dificil tarefa) e fica torcendo para dar tempo de fazer. Então faz rápido e meia boca. Depois que vê que o soninho perdurou e começa a tarefa novamente, mas caprichando um pouquinho mais. Aí você lembra de outra tarefa que tinha, e que não era tão prioritária, mas necessitava ser feita, mas que não fez porque ficou caprichando a primeira (que se tornou um luxo desnecessário), e acaba de ouvir a bebê chorando.
Neste exato momento, escrever em um blog é um luxo permitido por estar com atividades em dia graças à um feriado! (kkkkk). Cuidados como unha e cabelo são luxos que você transforma em prioridades, pra consciência não pesar.
"Nossa! Que sufoco!" - você deve estar pensando - "vou pensar duas vezes antes de ser mãe!". Aí é que vem a surpresa. Quando acontece da neném dormir duas horas e meia, começa uma angústia, uma falta, uma solidão, um desespero.... O que é isso, gente? Que vontade é essa de ir lá acordar? Aí você vai até o berço pra fazer exatamente isso, e ela está lá: dormindo como anjo... Desiste da ideia. De repente, como se tivesse sentido seu cheiro, ela acorda. UFA! Vem a hora daquele abraço, aquele sorriso, aquela festa!
Percebeu? A gente fica cansadérrima e torce para os filhos dormirem, e quando eles dormem, sentimos SAUDADE!
Vou tentar explicar o que ocorre.
Não vou saber dizer estatisticamente, mas acredito que para algumas mulheres, os filhos preenchem uma necessidade muito grande de relacionamento. Seja relacionamento conjugal, seja relacionamento social, desejar filhos é desejar suprir as deficiências existentes em nossos relacionamentos interpessoais. É meio psicanalítico isso, mas acredito assim. Quando eles estão longe, voltam todo o sentimento de ausência, carência e "sofrência".
Deixa-me exemplificar com meu caso: nunca pensei em ter filhos. Talvez não sentisse a necessidade de "uma continuidade" ou de algo que suprisse "outro algo". A vontade veio em um momento que comecei a questionar o sentido da vida, a solidão que sentimos mesmo acompanhados, e quando almejei uma companhia de todas as horas, invejada por experiências próximas (agora ficou meio filosófico). Quero deixar claro que não tenho problemas conjugais!!! Mas sempre tive dificuldades no relacionamento com pessoas, "amigos", "colegas" e etc. E não me envergonho em dizer que já me senti assim. Uma infinidade de pessoas se sentem assim e sublimam isso. Fantasiam uma vida perfeita e rodeado de companhia e eventos. Sentir-se só é uma realidade humana muito mais frequente do que imaginamos! Assumir isso é um processo árduo.
O fato é que estou estudando teórica e praticamente a psicologia em minha vida, mas na prática, vou dizer como me sinto hoje: TOTALMENTE SUPRIDA. Ela É minha companhia de todas as horas. Ela FAZ minha alegria de viver. Ela TORNA tudo sentido. Não me sinto só, não me sinto vazia, não me sinto como se precisasse de mais alguma coisa. Isso também tem um nome na psicanálise, e os entendidos podem concluir que o desfecho pode não ser saudável. Estou ciente disso, estou trabalhando isso, mas quem se identificar comigo, há de concordar e concluir que filhos cansam, mas nos preenchem. Trazem uma realização e alegria inexplicáveis. É ambivalente, é dual, mas não é antagônico ou dicotômico, conforme quem não passou pela experiência deve pensar (e como eu pensava). Os dois universos podem caber sim, na mesma caixa.
Aliás CANSADA e FELIZ é o que me define hoje!
FIM
Fim nada.... não posso deixar de falar sobre como ela está, como de costume!!! haha! Let's go:
9 meses, engatinhando, andando apoiada, mais 4 dentinhos apontando de uma vez (o que rendeu algumas noites com 7 interrupções), batendo palminha, falando papa, mama, dada, gaga, e agora outras vogais, como dede, didi, dando tchauzinho, entendendo "não" (e obedecendo!), entendendo ausência, fazendo pequenas birras, percebendo a observação, comendo super bem (e sem carne!)...
Não preciso repetir a delicia que é cada descoberta, né? Bom, repeti! haha
Nos próximos posts vou compartilhar como está sendo a alimentação e o vegetarianismo - Opção difícil de ser aceitada por médicos. Vamos ver o que os exames dizem...
Neste exato momento, escrever em um blog é um luxo permitido por estar com atividades em dia graças à um feriado! (kkkkk). Cuidados como unha e cabelo são luxos que você transforma em prioridades, pra consciência não pesar.
"Nossa! Que sufoco!" - você deve estar pensando - "vou pensar duas vezes antes de ser mãe!". Aí é que vem a surpresa. Quando acontece da neném dormir duas horas e meia, começa uma angústia, uma falta, uma solidão, um desespero.... O que é isso, gente? Que vontade é essa de ir lá acordar? Aí você vai até o berço pra fazer exatamente isso, e ela está lá: dormindo como anjo... Desiste da ideia. De repente, como se tivesse sentido seu cheiro, ela acorda. UFA! Vem a hora daquele abraço, aquele sorriso, aquela festa!
Percebeu? A gente fica cansadérrima e torce para os filhos dormirem, e quando eles dormem, sentimos SAUDADE!
Vou tentar explicar o que ocorre.
Não vou saber dizer estatisticamente, mas acredito que para algumas mulheres, os filhos preenchem uma necessidade muito grande de relacionamento. Seja relacionamento conjugal, seja relacionamento social, desejar filhos é desejar suprir as deficiências existentes em nossos relacionamentos interpessoais. É meio psicanalítico isso, mas acredito assim. Quando eles estão longe, voltam todo o sentimento de ausência, carência e "sofrência".
Deixa-me exemplificar com meu caso: nunca pensei em ter filhos. Talvez não sentisse a necessidade de "uma continuidade" ou de algo que suprisse "outro algo". A vontade veio em um momento que comecei a questionar o sentido da vida, a solidão que sentimos mesmo acompanhados, e quando almejei uma companhia de todas as horas, invejada por experiências próximas (agora ficou meio filosófico). Quero deixar claro que não tenho problemas conjugais!!! Mas sempre tive dificuldades no relacionamento com pessoas, "amigos", "colegas" e etc. E não me envergonho em dizer que já me senti assim. Uma infinidade de pessoas se sentem assim e sublimam isso. Fantasiam uma vida perfeita e rodeado de companhia e eventos. Sentir-se só é uma realidade humana muito mais frequente do que imaginamos! Assumir isso é um processo árduo.
O fato é que estou estudando teórica e praticamente a psicologia em minha vida, mas na prática, vou dizer como me sinto hoje: TOTALMENTE SUPRIDA. Ela É minha companhia de todas as horas. Ela FAZ minha alegria de viver. Ela TORNA tudo sentido. Não me sinto só, não me sinto vazia, não me sinto como se precisasse de mais alguma coisa. Isso também tem um nome na psicanálise, e os entendidos podem concluir que o desfecho pode não ser saudável. Estou ciente disso, estou trabalhando isso, mas quem se identificar comigo, há de concordar e concluir que filhos cansam, mas nos preenchem. Trazem uma realização e alegria inexplicáveis. É ambivalente, é dual, mas não é antagônico ou dicotômico, conforme quem não passou pela experiência deve pensar (e como eu pensava). Os dois universos podem caber sim, na mesma caixa.
Aliás CANSADA e FELIZ é o que me define hoje!
FIM
Fim nada.... não posso deixar de falar sobre como ela está, como de costume!!! haha! Let's go:
9 meses, engatinhando, andando apoiada, mais 4 dentinhos apontando de uma vez (o que rendeu algumas noites com 7 interrupções), batendo palminha, falando papa, mama, dada, gaga, e agora outras vogais, como dede, didi, dando tchauzinho, entendendo "não" (e obedecendo!), entendendo ausência, fazendo pequenas birras, percebendo a observação, comendo super bem (e sem carne!)...
Não preciso repetir a delicia que é cada descoberta, né? Bom, repeti! haha
Nos próximos posts vou compartilhar como está sendo a alimentação e o vegetarianismo - Opção difícil de ser aceitada por médicos. Vamos ver o que os exames dizem...

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