No processo "Criando um Blog"
Quando decidi colocar em prática a ideia, criada há muito tempo, de escrever um blog, tive que quebrar alguns paradigmas:
Enfatizo que não se trata de uma visão pessimista da maternagem, mas uma forma de compartilhar fielmente todos os pensamentos e sentimentos que permeiam, ou não, esta fase tão complexa de mudanças na vida de uma mulher. E aqui, baseando-se na minha própria experiência.
Seja bem-vindo(a) à minha humilde cabeça de gestante! Identifique-se, ou não.
- Vencer a preguiça. Sempre fui do tipo preguiçosa mesmo, mas na gestação.... meu Deus! A situação piorou. Vontade zero. Ânimo, -1. Escrever significaria elaboração de raciocínio e luta contra a letargia.
- Assumir a solidão. Sim. É como me sentia. Embora preguiçosa nos serviços domésticos e no investimento do intelecto, sempre fui muito ativa e colaborativa em outros, como por exemplo, nas atividades eclesiásticas. Acontece que na gestação fui sendo excluída aos poucos destas atividades. Frases como "você precisa ser poupada", "o rítmo agora é outro, né?", "você vai estar mais ocupada" e etc., me fazem pensar que a ideia de que gestação é uma doença, não foi algo criado pelas mães, mas pelos amigos de mães. Não me sentia incapaz (tirando os 3 meses)! E neste afastamento todo, as coisas que mais gostava de fazer, elaborar eventos, tocar piano, criar programações, foram sendo tirados de mim. Pronto. Cadê os amigos? Conversar com quem? Se me resumo apenas em "mãe", que assunto teria com as que não são? Logo, escrever tornou-se uma necessidade. Necessidade de dizer como sinto para quem estiver interessado(a). Ou de desabafo mesmo, um self-therapy, um diário eletrônico.
- Cumprir com uma obrigação. Sendo 90% psicóloga (em formação), sinto-me no dever de revelar os mais íntimos pensamentos de uma gestante. Percebo que muito do que é colocado em redes sociais são idealizações e fantasias de pessoas que querem transmitir o melhor desta fase. O que não condeno. Todos nós queremos transmitir apenas as partes boas e florais das nossas vidas. Mas existe uma omissão de sentimentos que envolvem esse período, e que quero, através deste blog, expor, estudá-los, e citá-los, não como parte negativa da coisa, mas justamente, como um PRO-CES-SO que faz parte do "gestar".
- Deixar minhas memórias.
Enfatizo que não se trata de uma visão pessimista da maternagem, mas uma forma de compartilhar fielmente todos os pensamentos e sentimentos que permeiam, ou não, esta fase tão complexa de mudanças na vida de uma mulher. E aqui, baseando-se na minha própria experiência.
Seja bem-vindo(a) à minha humilde cabeça de gestante! Identifique-se, ou não.

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