No processo "Elaborando a grande novidade"
É importante começar em 2011: meu primeiro (e espero que último) aborto espontâneo.
Havia me casado apenas há dois anos. Me considerava ainda em lua de mel, cheia de vontades, no auge da minha vaidade. Queria curtir a juventude namorando, viajando, e respeitando a nossa liberdade...
Quando veio a notícia da gravidez, meu mundo desabou.
Meu marido sempre brincava que queria um bebê, mas acredito que era apenas para defrontar o meu não-desejo em ser mãe. Quando teve que lidar com a realidade, ficou tão assustado quanto eu.
Foi em um sábado à noite, na casa, ou melhor, no banheiro de um casal de amigos/padrinhos, que não não sabiam se davam parabéns ou me consolavam. O medo estava estampado em minha face.
Engoli o choro. Não adiantava chorar o leite derramado.
Domingo foi o dia de tentar imaginar. Não adiantou. A ansiedade tomou conta do meu organismo. Meu útero entendeu a rejeição. Cheguei a fazer um ultrassom: 5 semanas. Mas no dia seguinte, um leve sangramento, que foi aumentando, assim como a dor.
E foi resumidamente assim: pouco tempo, mas confesso, sem medo, um alívio. Acreditava piamente que foi o melhor que poderia ter acontecido. Não era minha hora!
2013: Algo havia mudado. Amigas e colegas tornando-se mães, bebês me rodeando... pronto! Despertou o relógio biológico. Pegava uma criança no colo, cheirava e dizia: "quero um!", "deve ser maravilhoso poder chamar algo de SEU".
Desta vez, era meu marido que estava no conforto e na comodidade de não ser pai. A última experiência e o fato de ser professor o fez enxergar essa tarefa de paternidade como algo difícil e que poderia ser adiado.
Concordamos, então, em adiar para o final de 2014. Opa, mudança de planos. Atraso menstrual antes do previsto.
De manhã, fizemos juntos o teste de urina. E já tínhamos experiência para saber que é um teste quase que infalível! E de repente: POSITIVO! Eita! Estava mais preparada que na primeira vez? Sem dúvida. Já estava com meu relógio biológico acordado, mas ainda era antes do previsto. Vamos lá: processo de elaboração. Faculdade, medo do parto, mudanças de hábitos, mudança no corpo, orçamento apertado... como seria tudo isso????
4º Ano da faculdade: interromper? Jamais! Coloquei na cabeça que não culparia meu bebê por nenhum atraso na minha vida. Fiz as contas e olha que benção: DPP em julho! Vou dar conta!
Medo do parto: tenho até hoje. Maaassss... todas passam, não é? (e discutirei sobre essa parte mais pra frente)
Mudanças de hábitos: acabou-se a liberdade, meu sagrado sono pesado, e outras coisitas que casal sem filhos usufrui. Mas ok... casal com filhos usufrui de outros talvez mais gratificantes: alegria de participar do desenvolvimento de um serzinho geneticamente combinado, a alegria de cada aprendizado, etc. Compensa a troca, e já fazendo 5 anos de casada, deu tempo de curtir bastante.
Mudança no corpo: tecnologia resolve tudo.
Orçamento: a pior parte. Filho = gastos. E gastos extras não estavam nos planos. Por isso chegamos à conclusão que, financeiramente, menino seria mais vantajoso por ser mais básico e exigir menos combinações, ou menos 'frescurinhas", como costumava dizer (além de ser minha preferência pessoal). A torcida era então, pelo mundo azul. Azul marinho, melhor dizendo....
Vamos que vamos! Vencendo medos e encarando os desafios!
Havia me casado apenas há dois anos. Me considerava ainda em lua de mel, cheia de vontades, no auge da minha vaidade. Queria curtir a juventude namorando, viajando, e respeitando a nossa liberdade...
Quando veio a notícia da gravidez, meu mundo desabou.
Meu marido sempre brincava que queria um bebê, mas acredito que era apenas para defrontar o meu não-desejo em ser mãe. Quando teve que lidar com a realidade, ficou tão assustado quanto eu.
Foi em um sábado à noite, na casa, ou melhor, no banheiro de um casal de amigos/padrinhos, que não não sabiam se davam parabéns ou me consolavam. O medo estava estampado em minha face.
Engoli o choro. Não adiantava chorar o leite derramado.
Domingo foi o dia de tentar imaginar. Não adiantou. A ansiedade tomou conta do meu organismo. Meu útero entendeu a rejeição. Cheguei a fazer um ultrassom: 5 semanas. Mas no dia seguinte, um leve sangramento, que foi aumentando, assim como a dor.
E foi resumidamente assim: pouco tempo, mas confesso, sem medo, um alívio. Acreditava piamente que foi o melhor que poderia ter acontecido. Não era minha hora!
2013: Algo havia mudado. Amigas e colegas tornando-se mães, bebês me rodeando... pronto! Despertou o relógio biológico. Pegava uma criança no colo, cheirava e dizia: "quero um!", "deve ser maravilhoso poder chamar algo de SEU".
Desta vez, era meu marido que estava no conforto e na comodidade de não ser pai. A última experiência e o fato de ser professor o fez enxergar essa tarefa de paternidade como algo difícil e que poderia ser adiado.
Concordamos, então, em adiar para o final de 2014. Opa, mudança de planos. Atraso menstrual antes do previsto.
De manhã, fizemos juntos o teste de urina. E já tínhamos experiência para saber que é um teste quase que infalível! E de repente: POSITIVO! Eita! Estava mais preparada que na primeira vez? Sem dúvida. Já estava com meu relógio biológico acordado, mas ainda era antes do previsto. Vamos lá: processo de elaboração. Faculdade, medo do parto, mudanças de hábitos, mudança no corpo, orçamento apertado... como seria tudo isso????
4º Ano da faculdade: interromper? Jamais! Coloquei na cabeça que não culparia meu bebê por nenhum atraso na minha vida. Fiz as contas e olha que benção: DPP em julho! Vou dar conta!
Medo do parto: tenho até hoje. Maaassss... todas passam, não é? (e discutirei sobre essa parte mais pra frente)
Mudanças de hábitos: acabou-se a liberdade, meu sagrado sono pesado, e outras coisitas que casal sem filhos usufrui. Mas ok... casal com filhos usufrui de outros talvez mais gratificantes: alegria de participar do desenvolvimento de um serzinho geneticamente combinado, a alegria de cada aprendizado, etc. Compensa a troca, e já fazendo 5 anos de casada, deu tempo de curtir bastante.
Mudança no corpo: tecnologia resolve tudo.
Orçamento: a pior parte. Filho = gastos. E gastos extras não estavam nos planos. Por isso chegamos à conclusão que, financeiramente, menino seria mais vantajoso por ser mais básico e exigir menos combinações, ou menos 'frescurinhas", como costumava dizer (além de ser minha preferência pessoal). A torcida era então, pelo mundo azul. Azul marinho, melhor dizendo....
Vamos que vamos! Vencendo medos e encarando os desafios!
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