No processo "Lidando com as frustrações"
Ao final dos 3 meses estava curiosíssima para saber o sexo do meu bebê. Com 14 semanas fiz meu primeiro morfológico e seria também nossa primeira chance de saber. A médica, então, nos diz que o bebê estava de pernas cruzadas, mas deu uma explicação anatômica que nem me lembro direito, sugerindo 70% de chance de ser menino. Que alegria!!! ME lembro do rosto de satisfação do meu marido e ele dizendo: "bom, o resto da porcentagem a gente completa com a nossa imensa vontade!". Ficamos super felizes. 70% é bastante coisa!
Devo contar primeiro porque essa minha preferência. Sempre me vi mãe de menino. Sempre achei mais fácil e mais compatível com meu jeito prático e objetivo. Nada de rosa e frescurinhas: meias, tiaras, bolsinhas... tudo combinando... Não. Isso não era pra mim.
Já meu marido, sei lá porquê. Ele é professor, devia achar mais fácil a educação de menino. Mas sempre ouvi dizer que pais preferem meninas. Não era o caso. Ou então, aquela velha mania de ser "zoado" pelos amigos com frases do tipo "ih! tá lascado!", era algo que ele talvez quisesse evitar.
Enfim, comecei a espalhar para todos que era 70% de chance de ser menino, mas que aguardava novo exame.
Com 18 semanas tentei repetir o exame. O médico ficou 40 minutos inconformado de não conseguir, com essa idade gestacional, ver absolutamente nada. Mas sugeriu: estar tanto tempo de pernas cruzadas indica ser menina. O QUE??? Como assim??? Meu mundo azul marinho com listras brancas sumiu! Meu Felipe sumiu! Agora tinha que abrir portas para a possibilidade do rosa e do nome... meu Deus! que nome????
Liguei pro meu marido, que estava ao lado de um colega, e contei a novidade. Inegavelmente foi uma frustração para ele também, mas ambos tentamos transparecer que, o que viesse, estaríamos felizes. Mas o colega, ainda assim, zoou.
Na minha cabeça, lidar com menino seria tão fácil! Agora parecia tudo tão obscuro! Minha cabeça mudou drasticamente. Era como se a receita estivesse se desfeito e agora o instinto leoa desabrochava. O que antes planejava deixar mais solto, agora planejava deixar preso e agarrado sob proteção e segurança máxima. Tudo parecia mais difícil: roupas, educação, adolescência...
20 Semanas: a constatação. Como fui eu que escolhi o nome do menino, deixei meu marido escolher (dentro dos que me agradavam, claro) o nome dela. E já que foi tanta enrolação com o sexo, decidimos não postergar o nome. "Vamos bater logo o martelo?". "vamos". PAOLA.
A esta altura tinha conseguido também agendar com minha GO, a mesma que sempre acompanhei, mas que havia mudado para a Liberdade. Tinha planejado ter minha Bebê com ela no Hospital Adventista, tal qual minha cunhada, e chegando lá, mais uma frustração: meu convênio não cobria mais partos neste hospital, e que se quisesse ter meu parto com ela, teria que bancar seus honorários, o que estava fora de cogitação. Além disso, ao findar dos 3 meses, tudo o que não comi neste período, comi no mês seguinte, engordando 8kg de uma vez. E "dáli" a priimeira bronca médica...
Frustrações trabalhadas, bora pensar na decoração. Só tinha uma certeza: nada de rosa, nem lilás.
Devo contar primeiro porque essa minha preferência. Sempre me vi mãe de menino. Sempre achei mais fácil e mais compatível com meu jeito prático e objetivo. Nada de rosa e frescurinhas: meias, tiaras, bolsinhas... tudo combinando... Não. Isso não era pra mim.
Já meu marido, sei lá porquê. Ele é professor, devia achar mais fácil a educação de menino. Mas sempre ouvi dizer que pais preferem meninas. Não era o caso. Ou então, aquela velha mania de ser "zoado" pelos amigos com frases do tipo "ih! tá lascado!", era algo que ele talvez quisesse evitar.
Enfim, comecei a espalhar para todos que era 70% de chance de ser menino, mas que aguardava novo exame.
Com 18 semanas tentei repetir o exame. O médico ficou 40 minutos inconformado de não conseguir, com essa idade gestacional, ver absolutamente nada. Mas sugeriu: estar tanto tempo de pernas cruzadas indica ser menina. O QUE??? Como assim??? Meu mundo azul marinho com listras brancas sumiu! Meu Felipe sumiu! Agora tinha que abrir portas para a possibilidade do rosa e do nome... meu Deus! que nome????
Liguei pro meu marido, que estava ao lado de um colega, e contei a novidade. Inegavelmente foi uma frustração para ele também, mas ambos tentamos transparecer que, o que viesse, estaríamos felizes. Mas o colega, ainda assim, zoou.
Na minha cabeça, lidar com menino seria tão fácil! Agora parecia tudo tão obscuro! Minha cabeça mudou drasticamente. Era como se a receita estivesse se desfeito e agora o instinto leoa desabrochava. O que antes planejava deixar mais solto, agora planejava deixar preso e agarrado sob proteção e segurança máxima. Tudo parecia mais difícil: roupas, educação, adolescência...
20 Semanas: a constatação. Como fui eu que escolhi o nome do menino, deixei meu marido escolher (dentro dos que me agradavam, claro) o nome dela. E já que foi tanta enrolação com o sexo, decidimos não postergar o nome. "Vamos bater logo o martelo?". "vamos". PAOLA.
A esta altura tinha conseguido também agendar com minha GO, a mesma que sempre acompanhei, mas que havia mudado para a Liberdade. Tinha planejado ter minha Bebê com ela no Hospital Adventista, tal qual minha cunhada, e chegando lá, mais uma frustração: meu convênio não cobria mais partos neste hospital, e que se quisesse ter meu parto com ela, teria que bancar seus honorários, o que estava fora de cogitação. Além disso, ao findar dos 3 meses, tudo o que não comi neste período, comi no mês seguinte, engordando 8kg de uma vez. E "dáli" a priimeira bronca médica...
Frustrações trabalhadas, bora pensar na decoração. Só tinha uma certeza: nada de rosa, nem lilás.

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