No processo "Lidando com a depressão"
Do quarto mês até meados do oitavo, tudo o que passei foi isso: enjoos só de cebola e alho crus, muito sono, e estrias, muitas estrias. Engordei muito e de uma vez, e foi o necessário para encher meus glúteos de estrias. Era de chorar. E não foi por falta de cuidado. Bebia água e me banhava de óleo, mas só funcionou na barriga, que se manteve lisinha. Mas pra mim, que modéstia à parte, sempre tive o corpo muito bonito, principalmente pernas e glúteos, vê-los cheios de estrias e celulite me deixou triste demais. Fora a quantidade surreal de espinhas (problema que nunca tive, nem na adolescência) nas costas.
Sentia vergonha de mostrar as costas e as pernas de tal forma que minha única opção de roupa eram os vestidos longos. Perdi TODAS as minhas calças, e me sentia enorme com as tais batinhas.
Fora isso, a insegurança em relação ao marido. Havia perdido, desde o início da gestação, toda a libido. Ele nunca me pressionou e sempre pareceu bastante compreensível. Porém, aos poucos foi se afastando naturalmente, creio que para não se sentir tentado. Mas em minha cabeça, com auto-estima lá em baixo, o problema estava na minha aparência. Chorava rios de lágrimas dizendo que ele não me ajudava a me sentir melhor, que não me elogiava, que não dizia que estava bonita, que não era como os outros pais de primeira viagem que mimavam suas esposas... uma infinidade de acusações que ele ouvia atentamente, mesmo apesar do cansaço do trabalho (mais de 12hrs por dia) e tentava melhorar, mesmo não concordando.
Tinhas essas idas e vindas de humor. Uma hora aceitava que era uma fase, outra hora sentia falta da sensualidade e do corpo antigo e caia no choro.
Além do mais, tinha a estranha sensação de que não iria viver para ver minha filhinha. Via todas as coisas sendo preparadas e não conseguia me enxergar no contexto de mãe cuidando de uma bebezinha. Meu pessimismo era tanto que acreditava piamente que algo iria acontecer no parto.
Sim, sempre fui cristã, e hoje enxergo tamanha falta de fé, mas mesmo sabendo que deveria confiar em Deus e que tudo não passava da sintomatologia da minha hipocondria, me passava a possibilidade de talvez ser esta a vontade de Deus, e que a sensação ruim era um meio de me preparar.
Meu marido e minha mãe quase que perdiam a paciência toda vez que falava destes meus medos.
Parto era a palavra dos calafrios...
Sentia vergonha de mostrar as costas e as pernas de tal forma que minha única opção de roupa eram os vestidos longos. Perdi TODAS as minhas calças, e me sentia enorme com as tais batinhas.
Fora isso, a insegurança em relação ao marido. Havia perdido, desde o início da gestação, toda a libido. Ele nunca me pressionou e sempre pareceu bastante compreensível. Porém, aos poucos foi se afastando naturalmente, creio que para não se sentir tentado. Mas em minha cabeça, com auto-estima lá em baixo, o problema estava na minha aparência. Chorava rios de lágrimas dizendo que ele não me ajudava a me sentir melhor, que não me elogiava, que não dizia que estava bonita, que não era como os outros pais de primeira viagem que mimavam suas esposas... uma infinidade de acusações que ele ouvia atentamente, mesmo apesar do cansaço do trabalho (mais de 12hrs por dia) e tentava melhorar, mesmo não concordando.
Tinhas essas idas e vindas de humor. Uma hora aceitava que era uma fase, outra hora sentia falta da sensualidade e do corpo antigo e caia no choro.
Além do mais, tinha a estranha sensação de que não iria viver para ver minha filhinha. Via todas as coisas sendo preparadas e não conseguia me enxergar no contexto de mãe cuidando de uma bebezinha. Meu pessimismo era tanto que acreditava piamente que algo iria acontecer no parto.
Sim, sempre fui cristã, e hoje enxergo tamanha falta de fé, mas mesmo sabendo que deveria confiar em Deus e que tudo não passava da sintomatologia da minha hipocondria, me passava a possibilidade de talvez ser esta a vontade de Deus, e que a sensação ruim era um meio de me preparar.
Meu marido e minha mãe quase que perdiam a paciência toda vez que falava destes meus medos.
Parto era a palavra dos calafrios...

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