Apanhando de recém-nascido
Na fase final da gestação, minha mãe tinha proposto ir para casa dela quando ganhasse a Paola. Na hora não quis. Ué... afinal, a maratona para deixar o quartinho pronto era pra quê? Queria trazer minha filha direto para o bercinho dela! E depois, pensava no meu marido. Ficar na casa de mãe é uma coisa, na casa de sogra é outra, ainda mais no finalzinho das férias dele. Falei que iria pensar. Pensei: bom sendo cesária e aqui em casa tendo escada, será melhor para a recuperação da cirurgia um lugar plano. Sendo a Paola tão indefesa de anticorpos nos primeiros dias, será melhor evitar as visitas. E sendo eu inexperiente, será melhor assumir que preciso de ajuda. Conversei com meu marido e liguei novamente pra ela. "Uma semana, mãe. Não mais que isso!"
Quando ganhei a Paola, vi que os dias seriam difíceis desde o Hospital. Ela não dormia, lembram? Pois é... não mudou quando fomos pra casa. Foram dias dolorosos e difíceis. Ela chorava o tempo inteiro e me movimentar para ficar levantando, amamentando, trocando e etc., era realmente doloroso devido a cirurgia. Era um choro desesperador. Ninguém conseguia dormir. Como sempre fui boa de cama (no sentido de sono, pelo amor de Deus! srs), a nova rotina de não dormir estava acabando comigo. Meu marido até tentava me ajudar, mas ele também era bom de cama, e como o inconsciente dele dizia que eu estava lá, acabava deixando o sono vencer. Houve noite em que minha mãe, ao entrar no quarto no meio da noite, encontrava a Paola chorando no meu colo, e eu, chorando com ela. Quem me socorria era minha mãe. Dividia as madrugadas comigo. Encarava o frio, o sono e dizia: amamenta que eu fico com ela.
Já tinha dito que minha mãe estava em êxtase. Era Deus no céu e a neta na terra. Quando Paola chegou em casa, ela virou uma máquina. Ficava com ela, cuidava de mim, lavava, passava, cozinhava, fazia tudo sozinha e num pique inexplicável. Perguntava "e a dor nas costas, mãe?". E ela respondia: "To ótima, filha! Precisava de mais uma razão pra viver! MINHA NETINHA, veio pra isso!".
Logo meu marido voltou a trabalhar e era só eu, ela e a Paola. Eu só amamentava. Ela fazia o resto. Eu queria trocar, dar banho, mas era realmente doloroso. Meu marido tinha medo e minha mãe tinha um enorme prazer em fazer.
Voltando à Paola, aqueles choros e a falta de sono não eram cólicas. Como eu sei? Não sei. Só sei que não eram. Paola sempre se incomodava após as mamadas e perdia o fôlego muito facilmente. No Hospital mesmo ela me deu um susto. Engasgou e ficou roxinha, me fazendo sair correndo pelo corredor. Voltou a corar logo, mas esse episódio dizia alguma coisa. Em casa voltou a engasgar. Não chegava a ficar roxa, mas era sempre após as mamadas e sempre quando a deitávamos. Ficava vermelha e perdia o fôlego. Era desesperador.
Agora imaginem uma mãe hipocondríaca... Google virou meu melhor amigo. Enquanto meu marido e minha mãe tentavam me convencer que eram sintomas normais de recém-nascido, eu tentava averiguar na internet o que era normal e o que não era. Aliás, não só com ela, mas comigo. Tentava averiguar o que era normal e o que não era na minha recuperação.
Com 16 dias estávamos ansiosos para a primeira consulta, e chegando lá... que experiência terrivel. A médica, com pressa para ir embora, a examinou rapidamente, não deu nenhuma orientação, e colocou um terror aos sintomas dela. Disse que ela tinha refluxo e que poderia precisar de cirurgia e que era para agendar um gastro infantil com urgência. Imagina eu imaginando minha bebê fazendo cirurgia! Novamente segurei o choro no consultório. Com pressa, a médica saiu antes mesmo de nós. Ali amamentei minha bebê em silêncio, e meu marido, olhando pra mim e interpretando meu silêncio. Desta vez, no entanto, elaborei bem. Não chorei no carro. Há de ser algo fisiológico, normal em muitos bebês. Melhoraria com o tempo. Por suspeitar do péssimo atendimento, pressa e frieza desta médica (que faço questão de dizer o nome: Andreia Regina), decidi esperar pelo parecer do gastro.
A Paola começou a diminuir os engasgos e gofadas, mas ainda dormia mal. A diferença é que comecei me acostumar à isso. Se dormisse 4h em 24h, já era suficiente.
Ao tentar agendar o gastro, fui encaminhada a uma triagem com pediatra nível II. A pediatra me tranquilizou mais em relação ao refluxo. Disse que por ela não estar perdendo peso, talvez nem precisasse do gastro e por isso, me encaminhou para um pediatra nível III.
Com 26 dias o terceiro pediatra repete a preocupação da primeira. A Paola não estava ganhando peso suficiente, mas retirou a hipótese de cirurgia. Receitou um medicamento para tratamento de refluxo e desde então, Paola tem aprendido a dormir e as regurgitações e engasgos diminuiram bastante.
Resumindo, tô querendo achar a mãe que fale que recém-nascido é legal. Detestei essa fase. Agora Paola está com um mês e meio e mais durinha, interativa. AGORA que começamos a nos curtir. AGORA ela enxerga, dá risada... uma delicinha. Nas próximas postagens estarei colocando outras dificuldades que ainda tenho, e que conversando com outras mães, percebo ser muito comum, embora pouco falado.
Quando ganhei a Paola, vi que os dias seriam difíceis desde o Hospital. Ela não dormia, lembram? Pois é... não mudou quando fomos pra casa. Foram dias dolorosos e difíceis. Ela chorava o tempo inteiro e me movimentar para ficar levantando, amamentando, trocando e etc., era realmente doloroso devido a cirurgia. Era um choro desesperador. Ninguém conseguia dormir. Como sempre fui boa de cama (no sentido de sono, pelo amor de Deus! srs), a nova rotina de não dormir estava acabando comigo. Meu marido até tentava me ajudar, mas ele também era bom de cama, e como o inconsciente dele dizia que eu estava lá, acabava deixando o sono vencer. Houve noite em que minha mãe, ao entrar no quarto no meio da noite, encontrava a Paola chorando no meu colo, e eu, chorando com ela. Quem me socorria era minha mãe. Dividia as madrugadas comigo. Encarava o frio, o sono e dizia: amamenta que eu fico com ela.
Já tinha dito que minha mãe estava em êxtase. Era Deus no céu e a neta na terra. Quando Paola chegou em casa, ela virou uma máquina. Ficava com ela, cuidava de mim, lavava, passava, cozinhava, fazia tudo sozinha e num pique inexplicável. Perguntava "e a dor nas costas, mãe?". E ela respondia: "To ótima, filha! Precisava de mais uma razão pra viver! MINHA NETINHA, veio pra isso!".
Logo meu marido voltou a trabalhar e era só eu, ela e a Paola. Eu só amamentava. Ela fazia o resto. Eu queria trocar, dar banho, mas era realmente doloroso. Meu marido tinha medo e minha mãe tinha um enorme prazer em fazer.
Voltando à Paola, aqueles choros e a falta de sono não eram cólicas. Como eu sei? Não sei. Só sei que não eram. Paola sempre se incomodava após as mamadas e perdia o fôlego muito facilmente. No Hospital mesmo ela me deu um susto. Engasgou e ficou roxinha, me fazendo sair correndo pelo corredor. Voltou a corar logo, mas esse episódio dizia alguma coisa. Em casa voltou a engasgar. Não chegava a ficar roxa, mas era sempre após as mamadas e sempre quando a deitávamos. Ficava vermelha e perdia o fôlego. Era desesperador.
Agora imaginem uma mãe hipocondríaca... Google virou meu melhor amigo. Enquanto meu marido e minha mãe tentavam me convencer que eram sintomas normais de recém-nascido, eu tentava averiguar na internet o que era normal e o que não era. Aliás, não só com ela, mas comigo. Tentava averiguar o que era normal e o que não era na minha recuperação.
Com 16 dias estávamos ansiosos para a primeira consulta, e chegando lá... que experiência terrivel. A médica, com pressa para ir embora, a examinou rapidamente, não deu nenhuma orientação, e colocou um terror aos sintomas dela. Disse que ela tinha refluxo e que poderia precisar de cirurgia e que era para agendar um gastro infantil com urgência. Imagina eu imaginando minha bebê fazendo cirurgia! Novamente segurei o choro no consultório. Com pressa, a médica saiu antes mesmo de nós. Ali amamentei minha bebê em silêncio, e meu marido, olhando pra mim e interpretando meu silêncio. Desta vez, no entanto, elaborei bem. Não chorei no carro. Há de ser algo fisiológico, normal em muitos bebês. Melhoraria com o tempo. Por suspeitar do péssimo atendimento, pressa e frieza desta médica (que faço questão de dizer o nome: Andreia Regina), decidi esperar pelo parecer do gastro.
A Paola começou a diminuir os engasgos e gofadas, mas ainda dormia mal. A diferença é que comecei me acostumar à isso. Se dormisse 4h em 24h, já era suficiente.
Ao tentar agendar o gastro, fui encaminhada a uma triagem com pediatra nível II. A pediatra me tranquilizou mais em relação ao refluxo. Disse que por ela não estar perdendo peso, talvez nem precisasse do gastro e por isso, me encaminhou para um pediatra nível III.
Com 26 dias o terceiro pediatra repete a preocupação da primeira. A Paola não estava ganhando peso suficiente, mas retirou a hipótese de cirurgia. Receitou um medicamento para tratamento de refluxo e desde então, Paola tem aprendido a dormir e as regurgitações e engasgos diminuiram bastante.
Resumindo, tô querendo achar a mãe que fale que recém-nascido é legal. Detestei essa fase. Agora Paola está com um mês e meio e mais durinha, interativa. AGORA que começamos a nos curtir. AGORA ela enxerga, dá risada... uma delicinha. Nas próximas postagens estarei colocando outras dificuldades que ainda tenho, e que conversando com outras mães, percebo ser muito comum, embora pouco falado.

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