Pagando com a língua
Faz um bom tempo que não escrevo. A verdade é que montei o blog como um meio de desabafo, como dito inicialmente. Aí a coisa foi evoluindo e comecei a gostar de compartilhar experiências com mamães.
O blog começou sombrio, relatando meu medos de gestante e os primeiros dias aterrorizantes com minha bebê.
Chegou a hora da alegria, do arco-íris, da festa, da felicidade extrema, da compreensão do sublime, da maturação da mulher e mãe, da contemplação... faltam palavras.
O que estou vivendo agora é algo que simplesmente não mereço de tão belo!
Minha bebê não tem mais refluxo, tirei seus medicamentos, cresce com estatura e peso perfeitamente, seu desenvolvimento só me encanta. Está no ápice da fofura!
5 meses, indo pro sexto. Rí, senta, pega o pezinho, faz brrrr, se empolga com galinha pitadinha, sente cócegas, aiiiiii que delícia!
Faço as coisas em casa rapidinho pra aproveitar o máximo de tempo com ela. Afinal, é só dar uma olhadinha que ela abre o sorrisão! Quem resiste?
Ter um bebê te transforma. Você afina a voz no mais agudo possível, dá risada se faz cocô na sua roupa, tira milhares de fotos iguais, e por fim, se descobre fazendo um mundo de coisas que dizia que não faria se tivesse filhos.
Uma delas, no meu caso, foi deixar de lado a aversão ao rosa. Ora! Ela fica lindaaaaaa de rosa!!! (aliás, fica linda de qualquer forma). Outra delas é que não ensinaria o modelo de vida consumista, e aí me pego fazendo coleção de tiaras, de todas as cores e preços (fora a fortuna que se gasta depois de visitar lojas de bebês!).
A gente começa a pagar com a língua as coisas que fala antes de ter um filho. Aprende a não julgar mães, a menos que seja algo muito notório de falta de disciplina. O fato é que cedemos à qualquer coisa que facilite nossa vida ou o do bebê. Corremos o risco de algum prejuízo temporário, como chupar chupeta, quando eles não param de debulhar-se em lágrimas. Chora, mesmo se dizendo forte, quando estão doentes ou levam agulhadas. Põe pra dormir junto, pois o sono e o cansaço vencem o levantar para pôr no berço. Aprende também a não se meter nos costumes alheios no que se refere relação mãe-filho, afinal, você detesta que façam isso com você. Entende o que é se sentir culpada o tempo todo, mesmo sendo uma boa mãe.
Há coisas que não tem como explicar ou entender. Só a experiência vai se encarregar disso. Não conseguiria, com todo o meu esforço nesse blog, resumir o que é ser mãe ou como é ter um filho. É complexo demais. A pessoa que me explicasse com mais riqueza de detalhes, antes de eu ter um filho, não conseguiria me transmitir tamanho amor, tamanha dor, tamanha responsabilidade, tamanha abnegação, tamanha realização, tamanho sacrifício. Somente experienciando poderia entender.
A gente se sente mais cansada, é verdade; dorme menos, é verdade; deixa de fazer coisas pra sí e esquece um pouco a vaidade, é verdade.
Quando pensava nisso tudo que a gente perde, ficava me perguntando se os vangloriamentos das mães não eram um mecanismo de defesa. Algo do tipo: "to acabada, mas to bem, viu?". Mas não. A gente ganha muito mais do que perde.
A gente ganha um sorriso divinal todas as manhãs, a gente ganha carinho e amor incondicional e sem malícia nem interesse, a gente ganha companhia para todas as horas, ganha aprendizado, altruísmo, maturidade, a lista é enorme. E nos vangloriamos mesmo porque nos sentimos As super-Heroínas!
Em suma, nos tornamos pessoas melhores e a melhor pessoa para alguém. É Impagável.
Filho está em primeiro lugar e ponto. O resto é Superficial.
O blog começou sombrio, relatando meu medos de gestante e os primeiros dias aterrorizantes com minha bebê.
Chegou a hora da alegria, do arco-íris, da festa, da felicidade extrema, da compreensão do sublime, da maturação da mulher e mãe, da contemplação... faltam palavras.
O que estou vivendo agora é algo que simplesmente não mereço de tão belo!
Minha bebê não tem mais refluxo, tirei seus medicamentos, cresce com estatura e peso perfeitamente, seu desenvolvimento só me encanta. Está no ápice da fofura!
5 meses, indo pro sexto. Rí, senta, pega o pezinho, faz brrrr, se empolga com galinha pitadinha, sente cócegas, aiiiiii que delícia!
Faço as coisas em casa rapidinho pra aproveitar o máximo de tempo com ela. Afinal, é só dar uma olhadinha que ela abre o sorrisão! Quem resiste?
Ter um bebê te transforma. Você afina a voz no mais agudo possível, dá risada se faz cocô na sua roupa, tira milhares de fotos iguais, e por fim, se descobre fazendo um mundo de coisas que dizia que não faria se tivesse filhos.
Uma delas, no meu caso, foi deixar de lado a aversão ao rosa. Ora! Ela fica lindaaaaaa de rosa!!! (aliás, fica linda de qualquer forma). Outra delas é que não ensinaria o modelo de vida consumista, e aí me pego fazendo coleção de tiaras, de todas as cores e preços (fora a fortuna que se gasta depois de visitar lojas de bebês!).
A gente começa a pagar com a língua as coisas que fala antes de ter um filho. Aprende a não julgar mães, a menos que seja algo muito notório de falta de disciplina. O fato é que cedemos à qualquer coisa que facilite nossa vida ou o do bebê. Corremos o risco de algum prejuízo temporário, como chupar chupeta, quando eles não param de debulhar-se em lágrimas. Chora, mesmo se dizendo forte, quando estão doentes ou levam agulhadas. Põe pra dormir junto, pois o sono e o cansaço vencem o levantar para pôr no berço. Aprende também a não se meter nos costumes alheios no que se refere relação mãe-filho, afinal, você detesta que façam isso com você. Entende o que é se sentir culpada o tempo todo, mesmo sendo uma boa mãe.
Há coisas que não tem como explicar ou entender. Só a experiência vai se encarregar disso. Não conseguiria, com todo o meu esforço nesse blog, resumir o que é ser mãe ou como é ter um filho. É complexo demais. A pessoa que me explicasse com mais riqueza de detalhes, antes de eu ter um filho, não conseguiria me transmitir tamanho amor, tamanha dor, tamanha responsabilidade, tamanha abnegação, tamanha realização, tamanho sacrifício. Somente experienciando poderia entender.
A gente se sente mais cansada, é verdade; dorme menos, é verdade; deixa de fazer coisas pra sí e esquece um pouco a vaidade, é verdade.
Quando pensava nisso tudo que a gente perde, ficava me perguntando se os vangloriamentos das mães não eram um mecanismo de defesa. Algo do tipo: "to acabada, mas to bem, viu?". Mas não. A gente ganha muito mais do que perde.
A gente ganha um sorriso divinal todas as manhãs, a gente ganha carinho e amor incondicional e sem malícia nem interesse, a gente ganha companhia para todas as horas, ganha aprendizado, altruísmo, maturidade, a lista é enorme. E nos vangloriamos mesmo porque nos sentimos As super-Heroínas!
Em suma, nos tornamos pessoas melhores e a melhor pessoa para alguém. É Impagável.
Filho está em primeiro lugar e ponto. O resto é Superficial.

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