No processo de parir IV
Quando engravidei da minha primogênita, criei uma enorme expectativa para o parto natural. Programei-me toda para que o nascimento dela fosse desta forma. Porém, na mesma proporção que foi a expectativa, foi a frustração ao saber que não poderia esperar mais os sinais naturais e teria que recorrer as intervenções médicas. Eu pesquisei muito sobre partos. Sabia todas as verdades e mitos sobre o assunto. Na gestação da Liz, entreguei tudo nas mãos de Deus. Será como tiver que ser. Fiz apenas um trato com Ele: se o normal estiver fora do alcance, quero esperar as contrações e saber que pelo menos ela veio na hora certa. Eu sentia tanto incômodo pélvico no final da gestação e minha barriga estava tão grande, que tentava enxergar isso como pontos a favor para o parto normal antes das 40 semanas. Mas fez 40 e nem sinal. A essa altura, as pessoas estavam me chamando de ‘grávida de Taubaté’ (vide google). Tentava entrar na brincadeira, mas no fundo me incomodava. Estava tão gigante...
